Mostrando postagens com marcador futuro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador futuro. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O Tempo e Sua Falácia



Ontem eu lembrava de tudo. Hoje não lembro o que fiz ontem.
Ontem as velhas fotos em preto e branco ansiavam por cores, que as embelezassem. Hoje as cores não embelezam mais. Fotos coloridas são retro.
Ontem eu questionava tudo: passado, presente e futuro. Hoje não questiono mais nada.
Ontem eu remava contra a corrente e não sucumbia, por mais forte que a corrente fosse. Hoje a corrente me leva para onde quiser, por mais forte que eu tente ser.
Ontem meu olhar se perdia num mar de seios e bundas a cada saída de casa. Hoje, a alegria de um sorriso matinal é só o que preciso pra seguir no caminho certo.
Ontem belas canções de amor me emocionavam. Hoje me enternecem, e me dão a clara noção de que esse tipo de amor é, sim, possível.
Ontem eu era outro, hoje sou o mesmo.
Ontem dizer “te amo” era vago. Hoje é concreto.
Ontem eu não escrevia sobre o passado. E que continue assim.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Contrapeso


Aos 4 ventos muitos bradam que vivem uma vida segura, que garanta futuros de vultuosas fortunas ou, nas situações mais comuns, algum conforto aos nossos filhos, netos, herdeiros. Vale a pena deixar de viver a vida plenamente, curtir o que ela tem de melhor, para acumular esta discutível riqueza?
Outros bradam que apenas querem curtir sem compromisso algum, sem algum apego material e sem responsabilidades presentes e futuras. Amor e dinheiro são coisas passageiras, dizem, que sempre se arruma. Não é bem assim. Vide Michael Jackson que morreu devendo ambos. Vale a pena tal vida de prazeres desenfreados, como se o mundo estivesse ai para prover-lhe sempre o necessário?
O segredo está no contraponto. Todas as decisões da vida devem ser tomadas levando em consideração as duas medidas elementares do ser humano: poder e dever.
O mundo vivido num conto de fadas, num Neverland permanente, e uma opção quase que exclusiva de gênios e pessoas que já nasceram providas de sua própria Neverland. Nós, que, sem querer criar rótulos, nascemos e vivemos dentro de uma “normalidade”, temos, sim, compromisso com pessoas do nosso passado e do nosso futuro, um compromisso sagrado que se chama amor. Daí vale o velho clichê: quem ama cuida. Zela e tenta prover sempre o melhor, para que o mundo não cuide dele como bem entender. E é sabido que o mundo pode ser bem cruel.

Desculpem o momento sermão. Pra não ficar um climão, vai ai uma grande frase da nossa história: “Humor negro é como braço, uns têm, outros não”.