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Agredecimentos ao Tiago Bunn que fez as montagens ...
Ou samba, suor e cerveja; rapadura, macaxeira e forró; churrasco, chimarrão e fandango; ou até sexo, drogas e rock n' roll mesmo, tanto faz!

Formando figuras, imaginarias, inatingíveis. O esqueleto do remorso se debate dia-dia. Folhas caem de uma arvore, vai-se o tempo em que continha sua pura beleza, verde, fotossíntese e vida. Rolando na grama, vento, ar, terra. Formigas que atacam e saciam sua necessidade, trabalho, fome, gota a gota, sacrifício, oficio imediato. Sentado na janela de uma capela, em pleno espaço concentrado. Vejo a arvore que gerou essa rotina, triste. Sente saudades de suas folhas. Olha com muita agonia as formigas que a carregam, mas não pode fazer nada. Raízes? sua vida depende disso. Perco-me em meus pensamentos, mas retomo minha direção. Minhas raízes estão soltas, mas sinto a mesma tristeza. Acorrentado a uma vida que escolheram por mim, que projetaram, debateram, transformaram. Transando questões sem nexo, sem sucesso imediato, mas com a esperança de dar certo. Sem perder o tom, mas esquecendo do acorde. Acorde, para a vida, para a nota, para a musica. O som do perdedor soa no meu ouvido em cada instante que te vejo, em cada dia que te sinto. Vida, me abandone, me deixe em paz. Responsabilidades e crenças, pequenas diferenças. Raças, ruas, moldes, posturas, tortura do progresso, planetas e seus arquitetos, suas línguas e seus dialetos.
Sofremos parados... Sofremos cansados, queremos mudar, queremos parar, tentamos viver, e acabamos mortos dentro de nossas vidas. O seu chão cai. Seus pés sem apoio tentam sem sucesso lhe segurar, e em cada segundo tudo muda. Não me deixe só, mas não me perdoe. Encontre outra pessoa, mas não me abandone. Fuja de mim, sem atravessar marés. Fique longe, fique perto. Fique quieta, mas fale comigo. Me mande pra fora de casa, mas me de abrigo. Quem sabe um dia mudes. Quem sabe um dia mudos. Quem sabe um dia, aquelas velhas mudas cresçam, velhas mudas voltem a falar, velhas, mudas, jovens e cansadas.
A loucura é um meio de fugir do que chamamos de vida. Pretextos sem saídas. Olho pro jardim do cemitério ao lado de minha casa. Plantaram velhas mudas no jardim ao lado de minha casa? Plantaram mudas velhas? Trouxeram algumas flores lindas para vidas tristes. Mais um vaso, mais uma flor, um jasmim, alguns copos de leite. Uma criança com os pais, mal sabe o que faz ali. Corre para um lado e para o outro. Pisando em ossos que já foram carne. Pisando em flores que já foram sementes. Pisando em insanos corpos humanos, triste muda, triste criança. Olho a arvore outra vez. Fecho a janela, fico feliz ao fechá-la, fecho a cortina por precaução. Não gosto muito do jardim de meu vizinho. As mudas dele nunca crescem, nem os caixões que planta. Ele devia regalos mais, porém cada um é jardineiro de sua vida, e eu não entendo nada plantas.

Quando tudo começou a lama já corria entre minhas veias.
Sufoco total ao abrir o jornal e ver esse mar de informação. Compre, adquira já, mais barato, melhor preço. Frases entre outras tantas, giro de capital de informação. Nas revistas não me cambem informação, apenas aquisição, adequação, evolução?
A cada folha, meu corpo se envolvendo com a terra e água. A lama entrava pelas paginas, formava ciclos, e eu no olho do furacão percebi meu erro. Sempre foi um erro comum, deixar, levar, querer pagar, inusitados preços que pagamos... Pra viver, pra comer, adoecer, futuros e futuros, consumos e adornos. Lindas peças de mais um jogo de xadrez, banhado em ouro.
No fim a lama já estava engolindo meu pescoço. O fim do poço, o cru a carne e o osso, o desespero do que era pra ser um dia comum. Querem me comprar, me vender a qualquer um. Sentimento imbecil, se deixar vender. Vender sua alma, comprar sua calma em uma farmácia qualquer. Ganhar dinheiro e aquela mulher. Carros e jóias, flores e choro. Compre agora sua vida de volta... Fornecedor único, ilimitado, inexplicável explicação. Sentimento de fúria, contestação, decepção. Formei todas as idéias possíveis pra sair de la, mas não conseguia. Aquilo me corroía, me desgraçava, o pânico surgiu. Lutei... Meus olhos pararam, meu coração bateu, quando tudo parecia por final. Fechei a revista e voltei ao trabalho, um gole de café, barato, lógico.
Agradecimentos a Mari, ela que crio o titulo, enganada, mas criou né ;D:
A propaganda é a alma do negocio
a propaganda é a lama do negocio
Escrevo com essas palavras, esse novo começo, sem fim, por fim, em fim. Contido em meus pensamentos, dando voltas ao redor de minha mente, displicentemente, vulgarmente, fugazmente, inutilmente. Isso torna a acalmar minha alma, meu corpo, minha respiração, sem ação, concessão, sem sessão, filme cancelado, outro dia pra suprir...
Com essas palavras, escrevo esse novo fim, sem começo, por apreço, enlouqueço por fim. Displicentemente dou voltas ao redor de meus pensamentos, inutilmente, minha mente tenta ser fugaz, vulgarmente. Minha alma torna a acalmar meu corpo, sem ação ou respiração concedo-me um outro dia pra suprir, sem sessão, ou cansaço, mais um filme cancelado...
Sem palavras ou começo, escrevo o velho fim de novo, sem fim, em fim. Ao redor de meus pensamentos, sinto-me vulgar, fugazmente tento ser inútil, displicente em meus pensamentos. Outro dia pra suprir filmes cancelados, corpo em ação, sessão que acalma a alma, sem concessão mais cansado de dar voltas.

O amor por si, por si e só, por só em si, por meus sentimentos, meus pensamentos, assim como o tempo, o próprio tempo, pequeno tempo, amargo, doce, suave e o mesmo é forte, ilusório, provisório, transitório e passageiro, por inteiro ou pela metade do que nem imagino, pela imaginação que nem vejo, do seu beijo, do gotejo da flor mais sublime. Sobre a chuva que é intensa, ou calma, que acalma, acalma a alma, ou a alma acalma a chuva que cai que trai, que vem e vai, volta e trás, o que nunca foi e nunca irá ser, como se esquecer de crescer, e ao mesmo tempo saber por que, porque de que, e onde esta esse saber?
Olhos fechados, olhos pesados, olhos retraídos e ao mesmo tempo comprimidos, num simples olhar, numa simples cena, numa cena grande, pequena, plena, com esperança serena, num cinema escuro, claro, distinto ou igualitário, numa vida grande, retraída, pesada ou comprimida, claro a vida ou uma vida em claro, um escuro como incógnita de um amanha sem luz?
O fim de tudo, o começo do novo, o novo começo do fim, o fim que vai e cai em cilada, e arrisca a ultima jogada e por fim mesmo acaba, incomoda como a moda, moda incomum, incompatível, ilegível, transmissível, imperceptível, relativamente impassível, o fim do amor, o fim da dor, o começo da dor, a vida outra cor, outro arco-íris, mais um pote de ouro, mais um choro, um estouro, como um olé, no mais temido touro, que cai sobre a areia, que nada semeia, sementes ou traças, vermes ou massas, maximizando ameaças, que caem sobre a taça, a taça do caminho que esconde o seu vinho, o próprio destino do menino, que é lindo e egoísta, um estranho garoto, um cara escroto, uma vida só, um o fim do amor, de olhos fechados.