sábado, 19 de junho de 2010

Plantas e Almas


Formando figuras, imaginarias, inatingíveis. O esqueleto do remorso se debate dia-dia. Folhas caem de uma arvore, vai-se o tempo em que continha sua pura beleza, verde, fotossíntese e vida. Rolando na grama, vento, ar, terra. Formigas que atacam e saciam sua necessidade, trabalho, fome, gota a gota, sacrifício, oficio imediato. Sentado na janela de uma capela, em pleno espaço concentrado. Vejo a arvore que gerou essa rotina, triste. Sente saudades de suas folhas. Olha com muita agonia as formigas que a carregam, mas não pode fazer nada. Raízes? sua vida depende disso. Perco-me em meus pensamentos, mas retomo minha direção. Minhas raízes estão soltas, mas sinto a mesma tristeza. Acorrentado a uma vida que escolheram por mim, que projetaram, debateram, transformaram. Transando questões sem nexo, sem sucesso imediato, mas com a esperança de dar certo. Sem perder o tom, mas esquecendo do acorde. Acorde, para a vida, para a nota, para a musica. O som do perdedor soa no meu ouvido em cada instante que te vejo, em cada dia que te sinto. Vida, me abandone, me deixe em paz. Responsabilidades e crenças, pequenas diferenças. Raças, ruas, moldes, posturas, tortura do progresso, planetas e seus arquitetos, suas línguas e seus dialetos.

Sofremos parados... Sofremos cansados, queremos mudar, queremos parar, tentamos viver, e acabamos mortos dentro de nossas vidas. O seu chão cai. Seus pés sem apoio tentam sem sucesso lhe segurar, e em cada segundo tudo muda. Não me deixe só, mas não me perdoe. Encontre outra pessoa, mas não me abandone. Fuja de mim, sem atravessar marés. Fique longe, fique perto. Fique quieta, mas fale comigo. Me mande pra fora de casa, mas me de abrigo. Quem sabe um dia mudes. Quem sabe um dia mudos. Quem sabe um dia, aquelas velhas mudas cresçam, velhas mudas voltem a falar, velhas, mudas, jovens e cansadas.

A loucura é um meio de fugir do que chamamos de vida. Pretextos sem saídas. Olho pro jardim do cemitério ao lado de minha casa. Plantaram velhas mudas no jardim ao lado de minha casa? Plantaram mudas velhas? Trouxeram algumas flores lindas para vidas tristes. Mais um vaso, mais uma flor, um jasmim, alguns copos de leite. Uma criança com os pais, mal sabe o que faz ali. Corre para um lado e para o outro. Pisando em ossos que já foram carne. Pisando em flores que já foram sementes. Pisando em insanos corpos humanos, triste muda, triste criança. Olho a arvore outra vez. Fecho a janela, fico feliz ao fechá-la, fecho a cortina por precaução. Não gosto muito do jardim de meu vizinho. As mudas dele nunca crescem, nem os caixões que planta. Ele devia regalos mais, porém cada um é jardineiro de sua vida, e eu não entendo nada plantas.

sábado, 22 de maio de 2010

Daian Schmitt




Bom galera,

Esse é um CD de um amigo meu de Blumenau ( Daian Schmitt ), o qual curto muito, então estou repartindo o link com vocês. Ele é um cara totalmente revolucionario na cultura de blumenau, e merece seus créditos...

As musicas foram todas feitas por ele, e claro com a participação de alguns amigos na gravação. Por enquanto Daian está gravando seu novo CD, o qual ja tive conhecimento de algumas musica, e podem ter certeza, ficará um otimo trabalho.


Para conhecer um pouco mais do trabalho desse incrível compositor:

Acesse: http://www.myspace.com/daianschmitt

Obs: caso alguem queira comprar o CD, só me avisar que quando eu for pra região sul levo eles...



Então, aqui fica o link para donwload:

http://rapidshare.com/files/386967184/Daian_Schmitt.rar

Faixas:
01 Quando chega a noite
02 Palhaço Triste e Ladrão
03 Água e Sal
04 Eu não tomo mais Neston
05 Fome de quem come
06 Minha mãe falava e eu não ouvia
07 Antes que brilho se vá
08 A Morte do Poeta
09 Caminhão de Flores10 A Cor Vermelha da Maçã
11 Sobre o Meu Calcanhar
12 Vendados
13 Visões de um Bobo da Corte



Um grande Abraço

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Propaganda é a lama do negocio.


Quando tudo começou a lama já corria entre minhas veias.

Sufoco total ao abrir o jornal e ver esse mar de informação. Compre, adquira já, mais barato, melhor preço. Frases entre outras tantas, giro de capital de informação. Nas revistas não me cambem informação, apenas aquisição, adequação, evolução?


A cada folha, meu corpo se envolvendo com a terra e água. A lama entrava pelas paginas, formava ciclos, e eu no olho do furacão percebi meu erro. Sempre foi um erro comum, deixar, levar, querer pagar, inusitados preços que pagamos... Pra viver, pra comer, adoecer, futuros e futuros, consumos e adornos. Lindas peças de mais um jogo de xadrez, banhado em ouro.


No fim a lama já estava engolindo meu pescoço. O fim do poço, o cru a carne e o osso, o desespero do que era pra ser um dia comum. Querem me comprar, me vender a qualquer um. Sentimento imbecil, se deixar vender. Vender sua alma, comprar sua calma em uma farmácia qualquer. Ganhar dinheiro e aquela mulher. Carros e jóias, flores e choro. Compre agora sua vida de volta... Fornecedor único, ilimitado, inexplicável explicação. Sentimento de fúria, contestação, decepção. Formei todas as idéias possíveis pra sair de la, mas não conseguia. Aquilo me corroía, me desgraçava, o pânico surgiu. Lutei... Meus olhos pararam, meu coração bateu, quando tudo parecia por final. Fechei a revista e voltei ao trabalho, um gole de café, barato, lógico.





Agradecimentos a Mari, ela que crio o titulo, enganada, mas criou né ;D:


A propaganda é a alma do negocio

a propaganda é a lama do negocio


Visite: http://azulcomplexo.blogspot.com/

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Um Começo sem Fim, Acabando Denovo

Escrevo com essas palavras, esse novo começo, sem fim, por fim, em fim. Contido em meus pensamentos, dando voltas ao redor de minha mente, displicentemente, vulgarmente, fugazmente, inutilmente. Isso torna a acalmar minha alma, meu corpo, minha respiração, sem ação, concessão, sem sessão, filme cancelado, outro dia pra suprir...

Com essas palavras, escrevo esse novo fim, sem começo, por apreço, enlouqueço por fim. Displicentemente dou voltas ao redor de meus pensamentos, inutilmente, minha mente tenta ser fugaz, vulgarmente. Minha alma torna a acalmar meu corpo, sem ação ou respiração concedo-me um outro dia pra suprir, sem sessão, ou cansaço, mais um filme cancelado...

Sem palavras ou começo, escrevo o velho fim de novo, sem fim, em fim. Ao redor de meus pensamentos, sinto-me vulgar, fugazmente tento ser inútil, displicente em meus pensamentos. Outro dia pra suprir filmes cancelados, corpo em ação, sessão que acalma a alma, sem concessão mais cansado de dar voltas.




segunda-feira, 26 de abril de 2010

Tentando Falar de Amor




Sonhando senti a dor, a dor do que passamos, a dor de nossos planos, de nossas vidas misturadas, feliz dor de amar o que é inatingível. Um coração pede amor, outro ganha seu desgosto, vai a fundo e perde, acaba com o sentimento, triste? não, apenas real, se sentir só acompanhado de outro amor, simplesmente nada de anormal, acordar sozinho com ela na cama, indescritível sensação.

Dor e felicidade andando de mãos dadas, mesmo caminho em destinos tão destinos, prevejo o futuro num quarto escuro, me trate assim, me chame de burro, me faça ver o que sinto, sei as vezes minto, por prazer, tristeza, não sei, mas quase sempre minto, não pelo que penso ou pelo que queres minha pessoa sinta, e sim por essa triste camada de sonho inventado, investido, deprimido, querendo ir em busca da sua vida, fora do casulo, uma borboleta que vai morrer ao nascer, não batera assas, apenas irá chorar. Vi-me vivo ao seu lado, mas deito morto junto a ti, penso em fugir, um mundo La fora, descobrir, querer me separar, e apenas minhas assas bater, sem frases lindas despedidas, apenas viver. Porem meu coração insistente, como pode ele ser assim, meu cérebro me comanda, mas meu coração me faz me sentir uma criança ante a ti.

Não quero sofrer, sem esquecer, te amei, ou tentei, não importa, momentos são só momentos, agora faço as malas, e você chora, cena clichê de qualquer filme, mas eu não choro, sigo firme. Queria sua mão, agora quero me livrar dessa ilusão, que foi um dia achar que te amava. Sei que pareço triste ao falar, mas você sumiu pra mim, quero assim,que fique assim até o fim, o fim de mais um dia, pra me livrar de minha própria nostalgia. Uma garrafa um gole, meu coração acelera, acho que ainda insiste a sua espera, pois ele que sente, não quero mais sofrer o que sofri, quero apenas você longe daqui, perto de outro qualquer, que seja, enquanto eu me permitir, jamais voltaras, e eu não voltarei,
nem com ilusão nem com a tristeza de te ter. O sonho acabou e agora sigo assim tentando falar de amor, um imbecil que tentou amar, apenas tentou, e se esqueceu de viver.



domingo, 25 de abril de 2010

De olhos Fechados





O amor por si, por si e só, por só em si, por meus sentimentos, meus pensamentos, assim como o tempo, o próprio tempo, pequeno tempo, amargo, doce, suave e o mesmo é forte, ilusório, provisório, transitório e passageiro, por inteiro ou pela metade do que nem imagino, pela imaginação que nem vejo, do seu beijo, do gotejo da flor mais sublime. Sobre a chuva que é intensa, ou calma, que acalma, acalma a alma, ou a alma acalma a chuva que cai que trai, que vem e vai, volta e trás, o que nunca foi e nunca irá ser, como se esquecer de crescer, e ao mesmo tempo saber por que, porque de que, e onde esta esse saber?

Olhos fechados, olhos pesados, olhos retraídos e ao mesmo tempo comprimidos, num simples olhar, numa simples cena, numa cena grande, pequena, plena, com esperança serena, num cinema escuro, claro, distinto ou igualitário, numa vida grande, retraída, pesada ou comprimida, claro a vida ou uma vida em claro, um escuro como incógnita de um amanha sem luz?

O fim de tudo, o começo do novo, o novo começo do fim, o fim que vai e cai em cilada, e arrisca a ultima jogada e por fim mesmo acaba, incomoda como a moda, moda incomum, incompatível, ilegível, transmissível, imperceptível, relativamente impassível, o fim do amor, o fim da dor, o começo da dor, a vida outra cor, outro arco-íris, mais um pote de ouro, mais um choro, um estouro, como um olé, no mais temido touro, que cai sobre a areia, que nada semeia, sementes ou traças, vermes ou massas, maximizando ameaças, que caem sobre a taça, a taça do caminho que esconde o seu vinho, o próprio destino do menino, que é lindo e egoísta, um estranho garoto, um cara escroto, uma vida só, um o fim do amor, de olhos fechados.




Dialogos no Celular



Guria : Oi

Rapaz : Oi Oi

Guria : tudo bem?

Rapaz : Claro Claro

Guria : Como tais?

Rapaz : Vivo Vivo

Guria : Vamos beber algo hoje?

Rapaz : Tim Tim


Eu ia colocar a menina a fala as besteiras das operadoras...
Mas esse dialogo realmente aconteceu, e fui eu o cara que falo as merda...
aeuhauehuahe
então deixa assim
auehuaheuhae

Beijos na ponta do Nariz...

segunda-feira, 15 de março de 2010

1000 Faces em uma Cara


O relógio desperta, algo estranho no ar, são 6:30 da manhã de um belo dia, um horário ótimo de se acordar. Ele levanta, lava o rosto, com um olhar esquisito, a água a escorrer por sua face, de gota em gota, um novo arrepio, medo, pavor e tristeza. Olha para o espelho, não se conhece mais, não vê mais o interior de si próprio, o seu eu, a pessoa que ele sempre desejou, ele e mais nada. Levanta da pia com o rosto ainda molhado, vai a até a toalha e o enxuga, uma toalha verde que se torna amarela após ter sugado a água, ele volta para o espelho, sua face já mudou, a expressão não é mais a mesma, logo sua agonia retorna, agora mais um longo arrepio, o medo percorre suas veias, uma lagrima cai, molhando seu rosto novamente. Se sente incapacitado, esta querendo ressurgir em sua vida e não consegue, a dor começa, mais lágrimas caem de seu rosto, novamente ele pega toalha, com tantas lagrimas que já esta toda em tom amarelado. Não consegue se olhar no espelho, sua face parece estar zombando dele. Entra no chuveiro aflito, gotas caem sobre seu corpo, lhe proporcionando imensa dor, água vem e vai, contorna-o e cai no ralo agonizando seus pesadelos. No reflexo do vidro do Box, vê seu rosto novamente, isto o deixa perturbado, sem saber por quê. Saindo do banho, novamente outra toalha, azul claro, ficando azul escuro a cada vez que passa em si. O espelho lhe incomoda outra vez, outra face, ele enxerga apenas um olho de onde esta. Um olho, nada mais, fica observando-o, pensa no seu futuro, passado e esquece-se do presente. Alguém bate a porta, estão a sua procura, quem pode estar na sua casa uma hora dessas? Batendo em sua porta, insistentemente, barulhos, socos, ponta pés e silencio. Parece ter ido embora, lentamente vai até o trinque, que reflete outra face sua, o medo. Vê-se branco no reflexo do trinque, seu coração acelera, vira a chave com cautela, observa seu quarto.

A cama desarrumada do mesmo jeito, algumas roupas jogadas, que ele teria atirado elas ao chão quando foi ao banheiro, a janela aberta, como ele deixou. Tudo em ordem, mas quem teria batido a porta? Na cabeceira da cama, outro espelho, dele enxerga a porta, o corredor, a mesa da cozinha e mais uma face, mais uma de suas tantas. Saindo do banheiro lentamente, ouve barulhos, alguma coisa ronda a sua casa, passa por baixo de sua janela, um vulto, um reflexo e suor. Começa a suar frio, calafrios, arrepios, seus ossos parecem estar fracos e as pernas moles. Observa um reflexo na janela, é apenas ele no quarto, porem a única coisa que vê é sua face, suor, olhos arregalados e dentes batendo. Sente o sangue gelado, nervosismo, suas mãos tremem. Lentamente caminha até seu guarda-roupa, como se estivesse movendo uma pena, abre-o, sem fazer barulho. Observa seu interior, vai se vestir rapidamente. Novos barulhos, pelo reflexo da cama, vê algo na cozinha. Apavorado pega suas roupas, sem escolher peça a peça, como costuma fazer todos os dias. Veste-as como um soldado veste seu uniforme na guerra, mas não é uma guerra, ou é? Uma guerra dele com o desconhecido.

Caminhando até a porta do quarto, tenta chavear-la sem sucesso, suas mãos tremem e fica sem condições de virar a chave. Algo força a porta, o trinque sobe e desce várias vezes, pela fresta da porta que esta sendo forçada entra uma mão, vê seus olhos no reflexo do relógio, escuros e lacrimejando. Com toda sua força empurra a porta, mas não esta tendo sucesso, a mão o agarra, segura-o bruscamente pelo braço, ele grita por socorro, ninguém o responde, ele esta sozinho. A batalha continua vida ou morte, azar ou sorte. Não agüenta mais, vai ceder, a porta já esta quase aberta, junta suas ultimas forças, tenta reagir, porem não consegue. A porta abre com a força que o jogou no chão, do chão ele vê quem abriu a porta. Agora tudo faz sentido, ele reconhece as roupas, os sapatos e o que mais refletia o relógio. Olhando seu espelho no teto, vê suas faces, todas elas em uma só cara. Está frente a frente consigo mesmo. Suas ilusões acabam, o relógio desperta, algo estranho no ar, são 6:30 da manhã de um belo dia, um horário ótimo de se acordar.