sábado, 13 de março de 2010

Desesperança Crônica


Acordar não faz mais tanto sentido, acordar vivo já não faz mais diferença, acordar com um sonho bom ou pesadelo já não me trás os mesmos sentimentos dos quais eram tão intensos e reveladores ao mesmo tempo. Cada dia que passa, o tempo passa, a vida se degrada a cada movimento, as células que você contém estão se tornando cada vez mais inúteis e o mais intrigante é que você nem nota. As coisas que fazia já não faz mais, as coisas que vivia, também. O mundo gira, pra que lado? Pra que lado ir? Pra onde fugir? Vale à pena a vida? Uma vida que nos mostra como nosso sistema deletério, escroto e pútrido, transforma nossas coisas tão inúteis em superficiais, dramáticas e constrangedoras. O fogo que faz a fumaça já não queima o mesmo amor, nem torna a mesma arvore em cinzas, e nas cinzas é onde vamos parar, ou começar? Abaixo da terra com vermes nos comendo mortos, tenho pena do verme que aparecer a meu caixão, ele não será bem vindo, vai vomitar minha carne, pelo desgosto de saber quem é seu dono. As noites de alegria se foram, solidão vai e volta, dando lugar a pequena e simples esperança, uma esperança incomum, uma incógnita de nossa vida, andar na rua e ver as mesmas pessoas com a cara do cansaço dia diastico, expostos a dor que sempre nos convém, vamos ficar fortes sofrendo, vamos sofrer fortes, vamos apenas sofrer? Que diferença faz, pois a única coisa que nos cabe e receber bem o verme, ele é o único que vai realmente se deliciar.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Eu odeio animais.



Eu odeio animais, e o que eles comem
Eu odeio animais, e o que eles fazem
Eu odeio animais, suas caricias e seus apelos.

Eu odeio animais, fofinhos ao serem filhotes
Eu odeio animais, conturbados ao serem adultos
Eu odeio animais, nascem para se reproduzir e morrer.

Eu odeio animais, os com objetivos
Eu odeio animais, os sem objetivos
Eu odeio animais, a todos eles

Eu odeio animais! Eu odeio animais?
Eu odeio animais! Eu odeio animais!?
Eu me odeio?

Somos superiores? E viemos pra que? Vivemos por quê?
Estamos apenas ocupando lugar nesse planeta, que pra ser sincero, não precisa de nós. Abusando dos recursos, abusando de nossos discursos, medíocres discursos. Superpopulação, uma raça super populada, super intitulada, super, superior?

terça-feira, 2 de março de 2010

Quando o sol bater na janela no teu quarto


Sol, chuva, granizo, chuva, sol novamente. Era essa doce ironia na indecisão das intempéries o que mais o fascinava. Fascínio facínora. A cada mudança de tempo a vontade de matar lhe subia à garganta nauseando o corpo sedento.
Os crimes cometidos no frio lhe proporcionavam um calor que esquentava corpo e alma. Porém, só podia matar de uma maneira diretamente ligada à estação. O inverno pedia um crime frio, planejado nos mínimos detalhes. Veneno era o seu preferido para a época. No café, no chá, até na ilex do chimarrão. Tudo com muita calma, sem muito contato com a vítima.
A primavera e a estação de renovação, de testar novas técnicas. Estacas de gelo, esquartejamento com pedaços servidos aos jacarés, cabeças amassadas nas morsas. Tudo por renovar o repertório.
No verão vinham os crimes passionais. Saia com mulheres casadas pelo puro gosto de matar maridos em meio a discussões acaloradas. Normalmente usava armas de fogo, porém em último caso qualquer faca ou bastão era bem vindo.
No outono corpos seguiam as folhas que caíam das árvores. A estação pedia uma certa melancolia nas mortes. A queda do alto dos prédios não era apenas uma queda, era um aperitivo para o frio que chegava.
Mas numa época como hoje em que não há mais definição nas estações, preencher o vazio fatal que lhe angustiava era cada vez mais difícil. Os crimes não lhe satisfaziam mais. Até que avistou uma das mais lindas cenas que seus olhos já viram. Sete crianças de mãos dadas numa brincadeira de roda cantavam:
“Sol e chuva, casamento de viúva. Chuva e sol, casamento de espanhol”.
Era isso. Crianças felizes eram presentes em todas as estações.
O vazio seria finalmente preenchido.

FIM. Das cirandas.

Nasi e os Irmãos do Blues


Após mil tentativas de Up Load no RapidShare, consegui botar um CD do meu Pc para vocês fazerem Donwloads, mas foi uma batalha de jogar notbook na parede, arrancar os próprios cabelos e morder os dedos até todo sangue sair de meu corpo, ta bom, nem foi pra tanto, mas é por ai. É que como minha super internet é muito boa, nem precisei esperar 40 minutos, só 62 minutos, até que está na média.

Mas voltando ao que quero passar pra vocês, aqui deixo Nasi e Os Irmãos Blues – Onde os Anjos não Ousam Pisar. O CD é um Solo do Ex-integrante do Ira! Mais conhecido como Nasi, ou para quem vê o Rock Gol o Wolverine Valadão.

O som se difere da sua ex-banda, pois nesse CD ele trás a tona um lado Blues, Ryrhythm’n’Blues, Rock’n Rol, Rap e Soul, não querendo ser critico eu particularmente não sou muito Fã do som do Ira!. O interessante desse CD seria a pegada do Nasi na parte do Vocal, pois não da pra imaginar o vocal do Ira! Cantando em um estilo Blues Man. Bom, mas além da voz do Nasi, temos o instrumental que realmente é muito bom, eu não conheço muito do trabalho dos caras, mas realmente Os Irmãos do Blues tem um instrumental realmente condizente ao nome, porém com aquela influencia brasileira. Destaque para as músicas, (8 - Onde os Anjos não Ousam Pisar), (2 - Acredito no Amor), (9 – Wolverine Blues), e também a Primeira música (Corpo Fechado) em um ritmo melancólico com uma letra envolvendo magia negra e algo do gênero.

Mas é isso, espero que gostem tanto do cd, quanto da minha opinião.
Aquele abraço

Link:


NASI E OS IRMÃOS DO BLUES - ONDE OS ANJOS NÃO OUSAM PISAR



Lista de Músicas:
1.Corpo fechado
2. Acredito no amor
3. O rebanho
4. Eu não me canso de dizer
5. Pistola na mão
6. Você me usou
7. O outro lado da moeda
8. Onde os anjos não ousam pisar
9. Wolverine blues
10. Hey, meu amigo!
11. Quero ser seu homem
12. É preciso dar um jeito, meu amigo




sábado, 27 de fevereiro de 2010

Jupiter Maçã - A Sétima Efervescência


Bom, vou começar uma nova fase aqui no blog.

Seguinte: eu apresento o CD, dou minha opinião e após deixo o link para donwload.


E como primeiro CD deixo aqui pra vocês A Sétima Efervescência – Jupiter Maçã. A banda Gaucha que tem como cabeça Flávio Basso (que atende pelo nome artístico Jupiter Maçã e é ex-integrante das bandas TNT e Os Cascavelletes) trás a tona sua grande influencia do psicodelismo, eu particularmente prefiro ouvir esse álbum do Jupter, é claro que há outros álbuns que também estão no meu Set List, como Uma Tarde na Fruteira, que com certeza será citado no futuro.


Pra mim é um dos melhores CD's de Psicodelismo do Rock n' Roll Gaucho trazendo musicas com bastante influencia Pink Floydiana, principalmente na era em que Sid Barret ainda fazia parte, como o primeiro CD The Piper at the Gates of Dawn. A primeira musica (Um Lugar do Caralho) ,que se tornou um hit, não prepara o ouvinte para o que vem depois, pois alem de sorrisos loucos, visões estrombólicas e estar dentro de seu próprio guarda-roupas, Jupiter viaja em sua mente com completa visão alucinógena de suas experiencias. A musica (As Tortas e as Cucas) resumi bastante o que eu escrevi nas frases anteriores. Além de uma musica (Sociedades Humanóides Fantásticas) que na minha visão é a demostração logica de psicodelismo de classe.


È isso ai pessoal, vou deixar o link pra quem quiser baixar:



Então Boa Viajem, e cuidado que alguns não voltam.......


Um Lugar do Caralho
As Tortas e As Cucas
Querida Superhist X Mr. Frog
Pictures and Paintings
Eu e Minha Ex
Walter Victor
As Outras que Me Quererm
Sociedades Humanóides Fantásticas
O Novo Namorado
Miss Lexotan 6mg Garota
The Freaking Alice
Essência Interior
Canção pra Dormir
A Sétima Efervescência Intergalactica






quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Sol, Lua, Cores em Andamento.













Vidas vão e vem, ao acaso, sem prazo de validade ou lote esgotado, tudo acaba onde começa, sem pensar no fim, apenas querendo expressar a vida de alguma forma, maneiras de li dar, diferentes pontos de vista, cores escondidas no arco-íris da imaginação, a flores nascem sem nexo, pois não sabem de onde vem, a semente cai, a planta cresce, nascem folhas, após brotos, a flor desabrocha, a abelha pega seu pólen, fecunda, transforma, cria, não pensa na flor, apenas cria, divide, reparte, produz, reproduz, é necessário? Pois quem disse que não? Momentos e momentos de pura retro reprodução.
Como há flores, sem cor, há sol sem luz, trovão sem o estrondo temido de todos os seres do planeta, barulho, raios, logo a chuva, com o medo do trovão e a alegria da chuva, sentimentos se diferem, quem sente ou vê, percebe o drama, duas coisas tão dependentes e tão diferentes, as vezes não dependentes, porém necessárias, chuva cai, gota de vidro que quebra o gelo, cada gota escorre se multiplicam, vão caindo aos poucos, uma lata embaixo da minha calha, aquele barulho de chuva, o cheiro de pasto molhado, uma alegria, uma tristeza, um raio, um trovão, uma tormenta, uma casa alagada, uma flor arrancada, vento, chuva, raios e trovões, acordo desesperado, há algo errado, perdi os sentidos. Chuva passa, ninguém na cama, apenas lençóis, um armário trancado e nada mais, chuva foi, muitos felizes, muitos tristes, detalhes e cenas de uma guerra, uma flor no peito, e um raio na mão, duas cores em andamento, a morte chega, abraça com o raio, e leva flores até você, quem diria, tão forte em sentimentos, e ao mesmo tempo fraco na vida, sentir sem arte de valer a pena, sem arte apenas, apenas sentir.
O sol brilha novamente, há um sol e uma lua no céu. Sol, lua e céu, nove letras, três palavras e um acento, como a dança das cadeiras, varias pessoas um acento, como a sorte, vários jogadores, um acerto, como amor, vários amores, uma lua. Em andamento, duas cores, duas faces, face dupla, e agora, em qual arriscar a sorte, o amor, e a cadeira? Vida em preto e branco, duas cores ou todas as cores? Preto, cor nenhuma, branco juntar todas as cores, duas cores representando todas, como o sol e a lua, duas cores em
andamento, tornando-se infinitas a todos os olhos, olhe para o céu, sol e lua, veja a diferença das faces. Depois chuva passa, pego o acento, tento minha sorte, e o amor? Deixe ele para os trovões.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Mudanças em Descompasso.




















Mudar segundo o Dicionario de Português:

Mudar. 1- Pôr em outro lugar ; Deslocar. 2- Alterar, modificar. 3- Substituir, trocar. 4- Dar outra direção a ... 5- Transferir-se para outro lugar, casa, etc. 6- Tornar-se diferente do que era. ---> MUDADO.

Mudar segundo meu ponto de vista:

1- Pondo em outro lugar minhas frases; Deslocando minhas palavras. 2- Alterando minha visão, modificando meu ponto de vista. 3- Substituindo meus pensamentos, trocando minhas idéias. 4- Dar outra direção a minha vida. 5-Transferindo-me para outra cidade, casa, etc. 6- Tornando-me diferente do que era. ----> Me sinto MUDADO.

Vendo tudo de outra forma:outros olhos.

Criando novas perspectivas: figuras, pessoas.

Voando alto: a pipa e a linha.

Chegando longe: cada quilometro, cada rua.


Vendo pessoas de outra forma: novas perspectivas.

Outros olhos: chegando longe.

Cada quilometro, cada rua: a pipa e a linha.

Tudo voando alto: Criando figuras.



Mudando de poesias, para textos alheios, escutando MPB e Rock, arroz sem feijão, figuras sem cor, arte sem amor, a flor sem a pétala que cai, mudando de pétala para semente, que cresce em diagonal, como a borboleta não voa, vira larva, entra no casulo e se sufoca. A morte como vida, mudando a cada segundo de esqueleto para carne, de fome para barriga cheia, cheia de idéias relativamente sem influencia ou sem importância, o acento como cadeira, numa palavra relativamente nova, metamorfose que não muda, vento que não sopra, não seca, não move, apenas venta, corte que não sangra, não dói, não corrói, deixa mais feliz a cada gota de sangue jorrada, a tristeza vem quando um bebe nasce, e mostra sua fúria quando ele cresce, se alegrando a sua morte, rindo do azar, e chorando com a sorte, comprando presente para o dia-dia e esquecendo das datas comemorativas, escrevendo mudanças em descompasso, em uma casa solitária, porem acompanhado, bem vinda, mais um momento descontraído com minha companhia.




sábado, 28 de novembro de 2009

Viajem alheia.


































Bom galera retornando a respectiva função de atualizar esse blog, eu Felipe mais conhecido como Pit galanteador das cavernas serenas de Gadauba, peço humildemente desculpas pela demora, eu sei que foi muito cobrado, que muita gente lia, que aconteceram varias revoluções e problemas por causa de nosso Blog, mas eu em nome do Zé e do meu, porque o Zé ainda nem sabe que eu vou atualizar isso, irei fazer um novo post e dessa vez eu não tenho idéia no que escrever, então fica por isso mesmo, só pra dize que atualizamos e para a mídia parar de correr atrás de nossas idéias e cérebros o tempo todo. Mas fica meio chato escrever um monte de porcaria do estilo dessas que acabei de escrever e não atualizar realmente, algum perdido pode ler e pensar, “ porra que merda ele escreveu muita merda, e eu esperando por um post normal, e esse cara se explicando, ta louco, da meu cachimbo que eu vou fumar crack”, foi pensando nas pessoas que usam drogas que eu vou postar, pois se todo mundo pensar como esse cara que acabei de citar, teremos um problema muito sério no aumento do consumo de drogas, não só no Brasil, mais em New York, pois seria esse o lugar mais hipócrita depois da babilônia. Mas então depois de uma explicação tão grande pra ver se surgia idéias, vou começar a pensar, pois nada me veio a cabeça, a não ser essa dor que não quer passar, dor de cabeça e sono, hora perfeita pra escrever porcaria, opa meu miojo esta pronto, aperte os cintos, vamos la... All Right!!






Bom, 3 coisas que me chamaram atenção no planeta essa semana:





A primeira é a perca de tempo, nos perdemos muito tempo perdendo tempo, tentando achar tempo no tempo certo em que você acha que poderia mudar, sem ver o tempo implacável e silencioso que move o ponteiro a cada segundo sem você ao menos escutar ou sentir o novo minuto que chegou, fazendo com que o outro sumisse, sendo assim o minuto perdido já passou, transformando-se no passado do começo do novo minuto seguinte que habita o presente de nossa nova contradição espacial e galaxial, em sumos termos medíocres com devidos afins de mudar o espaço percorrido entre sua casa e a barraquinha de cachorro-quente no outro lado da rua, da lua, sua, sua sala com catchup e maionese, ainda falta batata palha, mesmo assim vamos para a segunda visão de idéia.





A segunda é que não importa de onde você tenha vindo, você sempre terá que se acostumar com o lugar que você esta, e não com o lugar que você veio, um exemplo é: “Ir no bar e chamar o garçom e gay e viado”, porra, vocês sabem que Maurinho só existe na cidade se Lauro Severiano Müller, que alias nem sei porque desse nome, sei o nome do cara, mais não faço nem idéia de quem seja, e nem sua opção sexual, o que é um fator muito importante nos dias de hoje, assim como dois e dois é suruba e sete e um é gang bang( isso fica pelos fissurados em pornografia, uma coisa que diga-se de passagem sou a favor) ou seja, não importa de onde você venha, sua opção sexual é a única prova de quem você é, então cuidado galerinha enrustida, que uma hora o sabonete cai, ai já era.




A terceira e ultima é um fator muito importante, o nada. O nada é muito importante desde a idade media, pois nada muda, nada fica, nada some, você nada, ele nada, nos nadamos, não no sentido de nadar, mais no sentido de nada, nada é uma palavra especial, assim como fazer algo sem ver acontecer nada, explica que nada aconteceu de uma forma que nunca visse ir, ou foi sem você ver, ver com olhos do nada, do alem de ninguém menos que ninguém, ninguém é nada, e nada é ninguém, e ninguém pode nadar sem fazer nada, pois pra nadar existem formas diferentes, assim como fazer um bolo de amendoim, existem formas e formas, mais uma é especial como o nada, pois amendoim não é catuaba, e catuaba te leva a nada.




E assim termina mais uma atualização de nosso blog criado com tanto carinho pra todos leitores, especialmente do Oriente Médio, que não entendem o que escrevemos mais que morrem, de rir eu acho.




Aquele abraço.





























domingo, 2 de agosto de 2009

Pequenas Igrejas & Grandes Negócios


Paricipe você tambem dessa nova onda.


Há muito sabemos que cada um de nós tem suas crenças e sua tal fé, porém nos dias de hoje existem varias e varias novas igrejas surgindo no mundo. O poder do negocio é tão grande que alguns empresários que gastam seu tempo ganhando dinheiro, e ganham dinheiro para gastar seu tempo, estão criando novas religiões visando lucro capital, sendo assim ficando ricos à custa de palavras pregadas por Padres, Pastores, Bispos, Papas, Gnomos, (Coalas também estão na jogada Zé, há até uma versão da bíblia que cita que Jesus era um Coala) alem de vários outros personagens como Batman e Homem Aranha.


Como Funciona:
Bom você é contratado por um empresário e aluga um galpão, uma sala comercial, e qualquer outro tipo de lugar onde caibam umas cadeiras uns bancos e um altar. Tendo um lugar alugado você pode inventar um jeito de batizar quem entra na igreja, mas isso é da criatividade de cada um, normalmente envolve água (para combinar mais você pode tingir a água com a cor do personagem, exemplo: Se for o Ranger vermelho, tinja a água de vermelho). A próxima etapa é a mais difícil e fácil ao mesmo tempo, que seria juntar uma meia dúzia de pessoas, dizer algumas palavras de tipo, se tua vida esta difícil é porque falta fé em alguma coisa, que só acreditando em algo você vencera o mal, e coisas do tipo, fazendo assim com que elas creiam em algo que você queira (mas não saia de porta em porta pregando, pois existem concorrentes no ramo de bater na porta) e isso fica a sua escolha, se quiser pode até ser para crer em um personagem do Pokémon ou algo do gênero. Mas não é só isso, agora vem a parte das imagens, pegue esse personagem, diga que é o salvador de algo, e encha seu galpão com suas imagens, faça as pessoas venerarem ele e você conclui a terceira etapa.

Bom para o pessoal que quer atrair os mais jovens, é muito fácil, monte algo do gênero banda, teatro, encontros fora dos cultos e coisas do tipo(isso atrai a garotada que vai em lugares assim na maioria das vezes para ver as meninas e conversar sobre qualquer coisa). Use sempre um símbolo qualquer para representar a religião que você criou, isso ajuda as pessoas a lembrarem dela em casa.

Agora visando o lado empreendedor do negocio, isso vai da criatividade de cada um, mas aqui vão uns toques. Primeiro e fundamental, cobre uma taxa de qualquer coisa dizendo que é pecado ou contra a religião que foi criada não pagar. Segundo faça festas que ajudem a dar lucro, se pedir patrocínio, para vários órgãos públicos ou particulares, você notará que só haverá lucro nessa tal festinha, o dinheiro da festa sempre é investido em adesivos, propaganda, jornais e todos os tipos de comunicação, isso ajuda na parte do market. Uma boa dica é inventar formas de fazer milagres falsos, as pessoas acreditam muito nisso e acabam doando mais e mais. Sempre diga que o dinheiro é pecado, isso faz as pessoas quererem se libertar dele, sendo assim acabam doando pra empresa, quer dizer, igreja , mas tanto faz,da no mesmo.



Devido ao crescente lucro de tais novas religiões, eu estou criando um órgão que ajude as novas igrejas no inicio, para que elas possam se tornar não só internas, mas externas também. A cada dia determinado do mês as igrejas contarão seus lucros, e as que tiverem rendendo mais ganharam o premio e o certificado da empresa que estou montando. Fiquem ligados pessoal, daqui a pouco não haverá mais nomes de igrejas não registrados disponíveis, então se ta afim de ganha uma grana legal sem se empenha muito, da uma passada na empresa Pequenas Igrejas & Grandes negócios que poderemos olhar se há jeito para lhes ajudar, temos a garantia de 3 mês para ver se a coisa funciona, excedendo o prazo será cobrada uma taxa de 2 cestinhas de dinheiro arrecadado dia.




Ajude-nos também comprando a camiseta.




sábado, 1 de agosto de 2009

Dossiê Coala

Algumas pessoas me dizem que coalas são apenas coalas. Não sei. Desconfio dos coalas. Eles planejam, isso sei por experiência própria, uma conspiração para dominar o mundo, ou extinguir a raça humana, ou tomar todo o estoque de folhas de eucalipto do mundo, não sei. Mas desconfio dos coalas. São... fofinhos demais.
Primeira evidência da conspiração: ursinhos de pelúcia não são ursinhos de pelúcia. São coalas. Não há um único ursinho de pelúcia em forma de urso. São todos coalas. Com o óbvio objetivo de manipular as mentes infantis, e não levantar suspeitas futuras.
Segunda: uma bichinho tão fofinho e bonitinho não se contentaria com meras folhas de árvores, sendo que poderiam estar nos lares sendo alimentados com comida de primeira.
Terceira: o efeito hipnótico que eles exercem sobre as pessoas. Não há quem olhe um coala e não faça “Óóóóiiiinnnnnn, que fofo!”. Hipnose, lógico. Algo no olhar, acho.

Além disso, coalas vêm me assombrando, perseguindo e vigiando no dia-a-dia. Vou me limitar ao dia de ontem, e relatar os fatos.
9:45 – Acordo. Ao abrir os olhos vejo, no feche de luz que incide sobre a cama neste horário, uma sombra. Levanto para distinguir a forma da sombra. Pasmo, percebo que forma a silhueta de um coala. Corro para a janela para averiguar. Não há mais nada, mas ouço barulhos ao longe e os arbustos ao lado da minha janela ainda se mexem.
12:45 – Pego o ônibus. Como de costume, sento no último banco. Como de costume, no semáforo olho pra trás, pra passar o tempo. Há mais ou menos trezentos metros de distância vejo um sedan preto. Vidros escuros, porém não a ponto de eu não
poder ver o que há lá dentro: um coala ao voante. Obviamente me seguindo.
13:15 – Já no outro terminal rodoviário avisto, desta vez mais nitidamente, um coala disfarçado de garçonete na lanchonete. Chamo algumas pessoas para que olhem também, e para que tomem ciência do perigo que correm. Mas estão todos mentalmente muito influenciados. Dizem que não há nada lá, e me chamam até de louco. Coitados. Temo pelo futuro deles.
13:55 – Na entrada para o trabalho olho para a sala do chefe. A sombra sob a luz branca que incide na persiana não é de uma pessoa. Nem preciso dizer do que é.
16:25 – Cuidando da molassa, que é uma máquina da empresa onde trabalho que não convém descrever aqui, noto que alguns galhos de eucalipto dão arrastados para dentro dela. Vou até lá conferir. Na escuridão da molassa, só consigo divisar dois olhos brilhantes de coala, que depois somem pelo cano do caracol de amianto. Há, inclusive, estudos que dizem que coalas gostam muito de amianto.
17:00 – Sucumbo ao pânico e venho embora antes do horário. No ônibus vejo novamente ao longe o sedan que me seguiu na ida. O mesmo coala ao volante. Ou pode ser outro coala, não sei.
17:30 – A caminho de casa passa por mim uma menina segurando um ursinho (ou coala) de pelúcia. Ela passa sem me notar, mas o olhar do coala me acompanha. Sinistro.
18:00 – Estou deitado na cama, amedrontado e sozinho. Presa fácil. Ouço batidas na porta. Não batidas normais, batidas de mãos macias e felpudas. Claro, pode ser alguém de luvas. Não sei. Não abro. Novos barulho, agora, de alguém tentando forçar a maçaneta...